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sexta-feira, 6 de maio de 2011

palavrariando

Uma loucura  sem ser de doida,
Me invade,  me consome e me invaidece,
Toma conta do meu ser,
É isso que sou, uma loucura,
Não sei quem sou e nao sabendo,
Me perco em mim,
E fico me procurando,
Não encontro nimguém dentro de mim, só eu,
E meus amores,
E de repente esstou cheia de mim,
Sem espaço,
Não sou o que sou,
E fico catando amor,
Catando calor,
Catando meus poemas,
Vou em Cassia, entro em Cecilia,
Dialogo com Flor bela,
Escuto Clarice,
Leio Quitana,
Compro Cordel,
Me inspiro nos poetas,
Faço verso sem rima e canto a poesia,
Sou essa lloucura boa, atoa.
Loucura que ecoa,
Sou apenas o que penso,
E pensando sou, o que nao sou.
Mas serei sempre uma loucura,
Desgovernada, desenfreiada, silenciosa,
Apaixonada, pela vida,
Pelas flores e pelo outro,
Por mim e pelas aguas,
Pelos rios que flui na correnteza,
Pela ponte que me traz a travessia,
Travessia que me leva  até mim ,
Me leva ao outro, eu dentro e fora de mim,
Sou apaixonada pelo canto do passaro,
Pelo ben-te -vi que me acorda,
Que me acompanha no ritmo do dia,
No chiado das folhas sinto enloquecer-me
Misericordia ao vento te peço,
Não sei por que que derruba petalas,
Petalas onde quero me agarrar,
Petalas que agarradas sao lindas ,
Lindas como sao teu poemar.